No artigo The Tyranny of Evaluation, o autor, Henry Liebermann, indignado com a grande rejeição de trabalhos na área de avaliação de Interface de Usuários (UI) por motivos diversos, entre eles a ausência de avaliação empírica da interface de usuário, revela que, praticamente, todas as metodologias para a avaliação quantitativa das interfaces não prestam, onde comparações com avaliações feitas por Galileu são ressaltadas, em que estas eram controladas apenas por uma única variável, que no caso seria o peso das bolas utilizadas para seus testes.
Acontece que as pessoas não são bolas, e uma infinidade de variáveis estão relacionadas a elas. Desta forma, fica muito difícil ter certeza do controle de todas as variáveis relevantes ao ser apresentada uma nova interface de usuário para alguém.
Um usuário pode definir se uma interface é melhor que outra através de muitos conceitos próprios, podendo variar entre eles, de acordo, inclusive, pelas tarefas que estes estão costumados a realizar e também por sua experiência no uso das interfaces de usuário, mostrando que não é fácil a quantificação e exatidão de obter estes resultados. No entanto, há certos casos em que a avaliação experimental das interfaces de usuário produz sim, resultados definitivos, como por exemplo, situações em que apenas uma variável deve ser controlada, em que o paradigma de interação não é afetado, mesmo que esta variável mude.
Como na medicina, o autor ainda ressalta que o julgamento das interfaces não deve ser realizado apenas sob os critérios que sua metodologia pode quantificar, o que pode ser algo altamente tendencioso. Este deveria ser executado com temas suficientes, abrangendo uma grande quantidade de características diferentes entre as pessoas, testando todas as combinações a partir de uma matriz de suas variáveis relevantes.
Desta forma, como a avaliação destes sistemas não está ligada, especificamente a um único modo de interação dos usuários com o sistema, o modo como os trabalhos são avaliados na comunidade de Interface de Usuário é muito subjetivo, pois o design destas interfaces de usuário, está em grande parte, tão ligada a arte quanto as ciências exatas, tornando as validações exatas difíceis de serem aplicadas em cima destes, se mostrando uma forma muito fechada de se avaliá-los, não permitindo assim, abertura pra novas interfaces que, tecnicamente, não seriam aceitas por um teste de usuários.
Nenhum comentário:
Postar um comentário