quarta-feira, 31 de julho de 2013

Método de Explicitação do Discurso Subjacente (MEDS)

O MEDS, Método de Explicitação do Discurso Subjacente, foi concebido na área de psicologia clínica com o intuito de tornar visíveis aspectos invisíveis da “configuração interna” de homens, mulheres e crianças, e vem sendo empregado, cada vez mais, na interação de usuários com sistemas computacionais, afim de identificar características de usuários que são de grande interesse e potencial para o desenvolvimento de interfaces e software. Desta forma, trata-se de um método puramente qualitativo, exploratório e fortemente interdisciplinar, que usa o contexto como via de acesso às características internas dos seres humanos, e que parte de perguntas abertas, ajudando assim, a coleta daquilo que pode ser invisível inclusive para nós, e que muitas vezes passa despercebido por outros métodos. 
Como este trata-se de um método exploratório e não parte de hipóteses ou categorias pré-estabelecidas, e sim de perguntas abertas, o MEDS está direcionado à investigação daquilo que é novo e/ou  ainda desconhecido. Assim, um bom exemplo de aplicação deste método, seria na gamificação de um sistema de banco online, por exemplo, influenciando o uso de recursos online - depósitos, transferências, pagamentos, entre outros - onde cada cliente, ganharia pontos e teria níveis diferentes, com recompensas diversas, tais como pontos que poderiam ser trocados por prêmios, assim como isenção de algumas taxas de manutenção. Como se trata de algo extremamente novo, isso se encaixaria perfeitamente no âmbito contemplado pelo MEDS, e este, após a coleta e análise de dados, feitas face a face, resultaria nas reais expectativas de quem potencialmente usará a nova tecnologia.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Medindo a qualidade de um software através da Observação de Usuários

Na imagem acima, temos o exemplo de um usuário interagindo com a nova interface do Windows.


Quando existe a necessidade de melhorar a interação entre usuários e softwares, a observação de usuários interagindo com um sistema computacional surge como uma solução bastante eficaz e barata para o problema. Em sala de aula, vimos bastante exemplos de problemas de interação de usuários com sistemas de computador, e todos eles abordados pela técnica em questão. 
Basicamente, trata-se de um problema, onde temos usuários, com níveis de conhecimento diferenciados e que mais farão uso do sistema, interagindo diretamente com o sistema em questão, num ambiente devidamente preparado, funcionando corretamente, garantindo condições para que o colaborador se sinta a vontade. A partir disso, são disponibilizadas tarefas para serem feitas pelos colaboradores, afim de identificar a dificuldade de interação com alguma parte do sistema, contemplada naquela determinada tarefa. Com todos estes aspectos definidos - usuários, ambientes e tarefas - deve-se então, iniciar a observação.
Para as atividades da classe, utilizamos softwares que gravam a interação do usuário com o sistema em nível de tela, e também que gravam o rosto do usuário ao interagir com o mesmo, extraindo todas as dificuldades encontradas através das tomadas de decisões e também através de suas expressões faciais. É importante ressaltar que o observador não devia interagir com usuário, evitando que este influencie nas ações que o usuário tomaria em sua ausência. O tempo de conclusão de cada tarefa varia de acordo com cada usuário, também depende da tarefa proposta e do sistema. 
Desta forma, pode-se notar que trata-se de um método bem simples, e o fato de se poder identificar o que pode ser feito para melhorar a usabilidade do sistema, de acordo com as necessidades reais dos usuários, torna este método ainda mais sugestivo e interessante nestas respectivas situações.